segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO SER HUMANO



  • Reclamamos da corrupção, mas cometemos pequenos atos de falta de respeito que geram a corrupção, por exemplo: furar fila, jogar lixo na rua, culpar os outros quando algo não nos agrada, oferecer pequenos subornos para que uma situação errada não seja coibida, vender voto...
  • “Um galo só não tece uma manhã”. Isso mostra que em qualquer situação há um trabalho de equipe e muitas vezes não enxergamos isso. Se for bom, fui eu que fiz, caso contrário, foram os outros.
  • Aprendemos com os bons exemplos, mas as coisas erradas e feias também nos servem de lição, podemos tirar daí muita sabedoria.
  • Devemos usar a inteligência e não o fígado para nos dirigir ao outro. A nossa forma de falar, de relacionar mostra se respeitamos ou não o outro.
  • Usamos máscaras o tempo todo, sobretudo, quando em situação de exposição, ainda mais nestes tempos de redes sociais onde se criam personagens para ocultar a verdadeira face.  Não expomos o que sentimos ou o que somos de fato. Quando nos sentimos mal em ambientes externos é para casa que queremos voltar e sermos acolhidos.
  • Aquela famosa frase: “sabe com quem está falando?” revela, literalmente, o comportamento de que não respeita ninguém.
  • Não podemos e não devemos tirar sarro de tudo e de todos. Tantas guerras políticas e, sobretudo religiosas partiram daí e duram décadas. Respeitar o espaço, o direito e as particularidades do próximo é sinal de humanidade.
  • Houve um tempo que já está deixando saudades, aquele tempo onde as pessoas não tinham preguiça de conversar, de dizer bom dia, de atender bem. Hoje você chega  na recepção de uma empresa e ninguém responde ao seu bom dia porque o celular não deixa. O seu melhor sorriso não é mais para seus filhos, para sua esposa(o)/namorada(o), amigos ele é para uma tela de alguma parafernália eletrônica que te distancia de quem está mais próximo de você.

São apenas algumas considerações sobre situações do dia a dia que estão fazendo do homem verdadeira máquina insensível aos apelos do outro.

terça-feira, 21 de abril de 2015

ABRAHAM LINCOLN



“Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.
Não fortalecerás os fracos se enfraqueceres os fortes.
Não ajudarás o assalariado se arruinares aqueles que o pagam.
Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
Não evitarás dificuldades se gastares mais do que ganha.
Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.
Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.”
                                                                       Abraham Lincoln

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

USO DAS REDES SOCIAIS



É fato que não nos imaginamos no mundo de hoje sem as mais diversas tecnologias que nos são ofertadas. É fato também que elas vieram com o intuito de ajudar e facilitar a vida. A internet é uma dessas facilidades do mundo tecnológico, e com ela vieram as redes sociais, não conseguimos mais viver desconectados, seja através do computador, do tablet, do smartphone e tantos outros aparatos que nos oferecem em qualquer lugar o benefício da conexão com o mundo.

Hoje as redes sociais representam o ícone do relacionamento humano no mundo da internet, elas são uma marca da sociedade moderna. Isso, não quer dizer que aproximam as pessoas ou que melhoram as relações face a face. Podemos reunir mil amigos no Facebook ou no Whatsapp e isso não significa que teremos esses mesmos amigos ao nosso lado caso necessitemos de sua presença física, arrisco a dizer que se aparecer uns dez será muito.

Claro que esse fenômeno não acontece por falta de interesse, mas é porque as relações criadas por meios virtuais não tem a mesma profundidade de uma relação criada através do contato. São relações superficiais e frágeis, e isso traz para o cotidiano a importância do relacionamento interpessoal tão pouco efetivo nessa sociedade cada vez mais conectada.

Desde sempre o ser humano tem como necessidade primordial e essência de vida a interação através do contato olho no olho, no qual não só a presença, mas a forma de relação, a emoção, o sentimento, o toque criam vínculos entre os envolvidos, criam a verdadeira afetividade entre as pessoas. Assim, é necessário o equilíbrio entre o real e o virtual criando espaços modernos e tecnológicos sem se esquecer da essência humana.

Desliguemo-nos um pouco das redes sociais, deixemos de monitorar o smartphone de minuto em minuto para saber as últimas atualizações do Facebook ou do Whatsapp, além de não acrescentar nada de valor, revelar falta de discernimento ou  de QI, nos idiotiza perante aqueles que estão ao redor ávidos por um sorriso, uma palavra, um abraço real. Que nosso comportamento seja único, em frente á telinha ou nos relacionamentos reais. Deixemos de ser os indignados das mídias sociais ou os ativistas do mouse, aqueles que só abraçam causas na rede, na vida real não são capazes de levantar um dedo em favor do próximo.

É necessário exercer a ética e o respeito em qualquer ambiente e cultivar as relações levando-se sem conta que somos seres sociais e necessitamos uns dos outros e o limite que gera respeito vale para o ambiente real ou virtual.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

EXERCÍCIO DE CIDADANIA



Outro dia escrevi que tempo de eleição serve como reflexão para nos situarmos enquanto cidadãos e agora passada as eleições é tempo de reorganizar a capacidade humana de conviver em harmonia com ideias e posições contrárias, como verdadeiros cidadãos.

A vitória da presidenta Dilma foi legítima, porque vivemos em uma democracia e a maioria absoluta de votos garantiu que após todo o pleito eleitoral foi ela a transmitir maior confiança aos eleitores, mesmo que isso não vá de encontro à opinião de uma parcela da sociedade. Claro que aquele que não se elege fica frustrado, decepcionado, sentimentos próprios da disputa e que a ela deveria ficar limitados. Mas não é o que tem acontecido já há algum tempo em nosso país. Os ânimos andam exaltados,  pessoas que se dizem esclarecidas, bem formadas e de berço perderam a capacidade de raciocínio e se deixam teleguiar pela grande mídia e pelas redes sociais que espalham ódio, preconceito e falta de respeito pela democracia. Confundem liberdade de expressão com discurso de ódio, embora se saiba que o exercício dessa liberdade não deve afrontar o direito alheio, como a honra e a dignidade de uma pessoa.

Na Copa já se viu uma amostra da capacidade de disseminar sentimentos embasados no vazio que se multiplica em determinadas camadas de nossa sociedade, camadas essas que podem pagar acima de dois mil reais por um ingresso para falar palavras de baixo calão a chefe maior da nação. O vazio e a indigência de tais cidadãos se tornaram gritantes para o mundo diante do silêncio da presidenta.

Triste ver cidadãos sendo rotulados de bovino, mal informado, por terem opiniões diferentes a respeito do mesmo assunto, triste assistir a deputados recém-eleitos querer separar o estado de São Paulo do resto do país por se achar em um nível superior aos demais, triste vermos políticos e a mídia querendo com uma linha diagonal separar o país em vermelho e azul, mais triste ainda é ver a população desse lindo e diverso Brasil dar retumbante disseminação a tudo isso na sociedade.

Estarrecedor é  ver jogador de vôlei com título de embaixador do esporte brasileiro no exterior, bancado por bolsa do governo federal, usar de baixo nível para se referir á presidente do seu país. Eu aprendi que quando algo não me é agradável, eu tenho a opção de dizer não quero. Por que então o referido jogador assinou contrato para receber a bolsa por mais doze meses? Meramente por causa do dinheiro do povo brasileiro? Alias os jogadores de vôlei que o digam, dinheirinho abençoado esse do povo brasileiro, já que são patrocinados pelo Banco do Brasil, empresa pública.

Estranho ver cidadãos criticando cotas para estudantes de escolas públicas nas universidades federais, prouni, pronatec, bolsa família, luz para todos, minha casa minha vida, mais médicos, ciências sem fronteiras, entre outros e sendo atendidos por tais programas, pois, se não me engano não é só o nordeste que é beneficiado.

A julgar pelo que bradam por aí a presidenta foi reeleita pelo nordeste por causa do assistencialismo do bolsa família, então ela seria vitoriosa em São Paulo também, já que o estado está em 2º lugar em recebimento de  bolsa família. Estudantes de universidades federais deveriam estar todos com ela, já que estudam com dinheiro público, de impostos pagos por todos os brasileiros, inclusive os mais pobres. Médicos e estudantes de medicina revoltadinhos por causa do mais médicos, mas, com cada estudante desse curso o governo gasta sete mil reais por mês e ao final do curso não vemos os médicos recém-formados se dispor a trabalhar em prol de comunidades carentes pelo menos por algum período para compensar a oportunidade que tiveram. Claro que todos esses estudantes entram na faculdade por seus méritos, mas são bancados pelos esforços de muitos brasileiros.

Por isso não acredito nessa divisão política do país que estão querendo implantar na nossa mente. Só para ilustrar vejam de onde vieram os votos da Presidenta Dilma: Dos 54.501.118 votos que ela recebeu 55% vieram das regiões sudeste, sul e centro-oeste e os outros 45% das regiões norte e nordeste. Portanto, não há região no Brasil onde haja unanimidade, os dois candidatos foram votados em todas as regiões, embora, havendo alternância de números em determinadas regiões. Em um país democrático as opiniões divergem, não existe um lado vermelho e um lado azul, há sim, uma mistura que compõe a democracia. E, ela foi realizada nestas eleições, tanto pelos eleitores da Dilma quanto pelos eleitores do Aécio e também por aqueles que não quiseram votar, cada um exercendo o seu direito.

Ao aceitarmos tudo que nos é imposto sem nenhuma análise, ao nos colocarmos como inimigos de nossos conterrâneos por causa da região em que vivem, não seremos apenas eleitores que por ventura perdeu uma eleição, mas  antes seremos derrotados na vida, mesmo que ainda possuamos recursos financeiros, possamos frequentar as melhores universidades, os melhores restaurantes, tenhamos as melhores roupas, possamos viajar mundo afora, adquirir conhecimentos e nos apropriar das mais diversas culturas, se não reconhecermos nossas raízes e não as respeitarmos não teremos berço, seremos indigentes na pior concepção da palavra.

Sabemos que em termos de riquezas e recursos as regiões do Brasil não iguais e temos sorte de viver em uma região rica, o sudeste, nem por isso o nosso olhar para as regiões menos favorecidas deve ser de desprezo e ódio. Não se pode fazer política rica para os ricos e pobre para os pobres. É preciso sim de justiça social, é preciso permitir aos mais pobres  se humanizar, crescer e desenvolver, pois um país ciente de sua diversidade e com um povo digno se enriquece acolhendo as diferenças.


terça-feira, 28 de junho de 2011

MARCHAS DO QUE?

Liberdade de expressão, igualdade de direitos, requisitos fundamentais para a existência de uma sociedade democrática, direitos estes consolidados pela Constituição Federal de 1988.
 
O direito à liberdade de expressão garante a livre manifestação de ideias e opiniões, a busca de informações e o direito de recebê-las. Esse direito só não pode entrar em conflito com os demais direitos humanos.

Será mesmo que não pode entrar em conflito? Não é o que parece, as tais “marchas da maconha”, viraram “marchas em defesa do direito de expressão”, com um único intuito, conseguir aprovação da justiça como se legais fossem. Pois, foi esse argumento que convenceu os ministros do Supremo Tribunal Federal a aprovarem, por unanimidade, as manifestações.
 
O ministro do STF Celso de Mello disse: “Nada se revela mais nocivo e mais perigoso do que a pretensão do estado de reprimir a liberdade de expressão. O pensamento há de ser livre, sempre livre, permanentemente livre, essencialmente livre”.
 
Particularmente vejo o Brasil como um dos países onde mais se exerce a liberdade de expressão, o pensamento por aqui é tão livre que todo mundo pode sair por aí gritando suas opiniões. O problema é que os pensamentos livres estão sendo materializados em forma de marchas como a da maconha, a marcha das vagabundas e outras tantas que andam pipocando por aí.
 
Todos nós temos o direito de expressar nossas opiniões, de discordar, mas não de ofender. Assim, não vejo como liberdade sair por aí com um raminho de maconha gritando: “ Ei! Polícia, maconha é uma delícia!” Portar maconha não é crime? Se maconha é uma droga ilícita, cartazes, gritos de guerra em sua defesa são apologia ao crime sim. Onde está a sutil diferença tão apregoada?


Ninguém precisa de marchas para mostrar que tem um pensamento livre. Já imaginou se todos resolvessem expressar seus livres pensamentos através de ações? E já que não se pode reprimir nenhuma expressão desses pensamentos, em breve teremos a marcha da cocaína, do crack, do oxi, marginais armados em passeatas atirando, roubando e dizendo que estão exercendo a liberdade de expressão, e nenhum ministro do STF poderá dizer o contrário.
 
Liberdade também tem limites e para ser considerada aceitável precisa ter algum parâmetro social, e um bom parâmetro é considerar a liberdade do outro, o que traz benefícios para a maioria.

É tão deprimente ver tanta questão importante para humanidade precisando ser defendida e as pessoas se mobilizando por maconha. A marcha da maconha já acontece todos os dias nas ruas, nas cracolândias Brasil afora e o resultado que se vê não é nada bonito.

Uma coisa interessante que surge em meio a tanta exposição desses assuntos na grande mídia é que defender a maconha se tornou uma virtude, defender o heterossexualismo, ou ser contra o homossexualismo, é preconceito é homofobia. Onde está a tão apregoada liberdade de expressão? Afinal, quando alguém se posiciona contra ou a favor está apenas mostrando seu pensamento livre.

Há que se tomar cuidado com a livre expressão das conveniências, pois elas estão fazendo a sociedade tomar um rumo incerto, na verdade ninguém sabe o que de fato está defendendo. Essa é a realidade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

DESEMPREGADO

Quantas vezes em nossa vida acreditamos em tudo que nos dizem como se fosse a mais absoluta verdade? Quantas pessoas se revestem de donos da verdade para nos julgar, nos diminuir, para dizer que estamos no caminho profissional errado, que só daremos certos de tivermos esta ou aquela ‘competência’, se falarmos este ou aquele idioma e blá, blá, blá...? O pior é que a maioria dessas pessoas consegue nos convencer de que estamos errados.

Isso está muito nítido nas entrevistas de emprego, você nunca está á altura da vaga que pleiteia. É um sorriso fora do lugar, um falar demais ou de menos, um gesto, uma roupa, suas atitudes, sua formação... enfim, o que mais se ouve é: “você não tem o perfil para a vaga”, “você não se enquadra em nossos padrões” e uma infinidade de NÃOS que te deixa sem saber o que realmente é certo ou errado.

Mas será que o errado realmente é você? Leia a história abaixo, ela ilustra bem situações vividas por nós no dia-a-dia.

“Um desempregado pede um emprego de desentupidor de banheiro na Microsoft.
O diretor dos recursos humanos convoca-o para uma entrevista e uma prova prática (com um desentupidor ultra moderno).

No fim das provas lhe diz: você está contratado, me dê o seu e-mail e te mando o formulário para preencher, a data e a hora que você terá que se apresentar para trabalhar.

O homem, desesperado, responde que não tem computador e, portanto, não tem e-mail.


O Diretor de RH lhe diz então que lamenta muito, mas se não tem e-mail, isso significa que virtualmente não existe e como não existe, não pode conseguir o emprego.


O homem saí desesperado, sem saber o que fazer, com apenas 12 dólares no bolso. Decide então ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 kgs de morangos.


Vendeu os morangos por quilo, de porta em porta e em menos de duas horas conseguiu duplicar o seu capital.


Repetiu mais três vezes a operação e regressou a casa com 60 dólares.


Deu-se então conta que poderia sobreviver desta maneira. Passou a sair de casa mais cedo e a regressar mais tarde e assim triplicou ou quadruplicou o seu dinheiro diariamente.


Pouco tempo depois, comprou um carrinho que depois trocou por um caminhão e mais tarde se viu dono de uma pequena frota de veículos de entrega de mercadorias.


Cinco anos depois…


O homem agora é proprietário de uma das maiores redes de distribuição alimentar dos Estados Unidos.


Pensou então no futuro da sua família, e decidiu fazer um seguro de vida. Chamou um corretor, escolheu um plano de seguro e quando terminou a conversa, o corretor lhe pediu o e-mail para lhe enviar a proposta.


O homem lhe disse então que não tinha e-mail. Mas o senhor é uma raridade diz o corretor. Não tem e-mail e conseguiu construir este império! Imagine só o que poderia ser se tivesse um e-mail.


O homem reflete e responde: seria desentupidor de banheiro na Microsoft.


Moral 1 da história:
A internet não soluciona a sua vida.


Moral 2 da história:
Se não tem um e-mail, mas trabalha muito, poderá virar milionário.



Pense e reflita:
Você está mais para desentupidor de banheiros ou vendedor de morangos?


Acredite mais em você do que no que dizem de você. Comece a vender seus morangos.
http://www.administradores.com.br/home/branca_ferreira/






terça-feira, 8 de março de 2011

HOMENS E MULHERES, DIREITOS IGUAIS?

O Dia da Mulher é uma boa ocasião para refletirmos sobre o que chamamos de direitos iguais entre homens e mulheres. Um assunto tão mal compreendido, tanto pelas mulheres quanto pelos homens.

É certo que todo ser humano, independente de sexo, deveria possuir direitos iguais, quando os deveres são iguais. Homem ou mulher que se nega a cumprir seus deveres não pode falar em direitos.
É gratificante, como mulher, ver as conquistas alcançadas. Mas, diferentemente do que muitos pensam não chego a chamar isso de igualdade com os homens. Prefiro dizer que queremos ser respeitadas como ser humano, seja o ser humano profissional, mãe, dona de casa, provedora do lar, simplesmente mulher. É nesse sentido que ninguém tem o direito de nos fazer inferiores. É nesse sentido que as lutas femininas precisam avançar e não no sentido de fazer homens e mulheres iguais.

Há uma pergunta muito idiota por parte dos homens quando se referem a esse assunto: “vocês não queriam direitos iguais?” Essa pergunta só prova a ignorância de muitos homens em relação às mulheres e a eles mesmos, pois é obvio, por exemplo, que homens têm o dobro da força física da mulher, assim como, nenhum homem vai se atrever a dar a luz. Por isso, se a necessidade for de força física a mulher estará em desvantagem, mas se for para gerar a vida e dar a luz que nenhum homem se atreva a competir com a mulher.

Querem a mulher cozinhando, arrumando, lavando, cuidando dos filhos e além de tudo isso, bonita para eles, mas, se esquecem que nós também gostamos dos homens que são educados, abrem a porta do carro, pagam a conta, são carinhosos e também se cuidam, porque nenhuma mulher merece um homem ignorante e pançudo ao seu lado.

Há diferenças fundamentais entre homens e mulheres, assim a luta é por direitos e não por igualdade. Só que ambos usam essa invenção para perder o cavalheirismo, típico dos homens; e a feminilidade, típica das mulheres.

Quero continuar sendo mulher, bem feminina e com direito a boas doses de cavalheirismo, se isso ainda for possível por parte dos homens.

Feliz Dia da Mulher!
E viva as abençoadas diferenças entre os sexos, saudáveis para homens e mulheres.



quinta-feira, 3 de março de 2011

TRABALHANTE

Mais um projeto polêmico tramita na Câmara Federal. O Deputado licenciado Luis Carlos Pitiman sugere através do Projeto de Lei 74/11 a criação da figura do trabalhante. Um novo tipo de contrato para jovens entre 16 e 21 anos. Usa-se o argumento de que vai criar mais empregos para os jovens com redução de encargos trabalhistas para as empresas, pois, não haverá contribuição previdenciária, pagamento de FGTS, férias ou 13º salário, ou seja, benefício zero para o trabalhador. Vantajoso apenas para as empresas.

Se não estou enganada para o estudante já existe o estágio criado pela Lei de Estágio 11.788/08 e que assegura aos estudantes direitos como: seguro contra acidentes pessoais e férias de 30 dias, previdência, FGTS. O estagiário é uma espécie de trabalhador acompanhado por uma instituição de ensino.

O deputado Pitiman defende sua ideia e alega que há diferenças entre o trabalhante e o estagiário: enquanto o primeiro é um trabalhador que estuda o outro é um estudante que trabalha.

Sinceramente, em relação a essa colocação não vejo diferença alguma, apenas um trocadilho na frase. Mas, enquanto direitos do trabalhador sim, há muitas diferenças. O estagiário tem seus direitos garantidos e o trabalhante tem o que? Com certeza, muito trabalho e uma forma escrava e frustrante de começar a vida profissional. Este é um projeto que incentiva as empresas a contratar sem dar ao trabalhador os direitos fundamentais.

Não seria necessário aos nossos tão ocupados deputados gastar seu precioso tempo para criar projeto para algo que já existe. A figura que tal projeto cria nada mais é do que o trabalhador contratado informalmente. Só que no caso de aprovação desse projeto, o trabalhante será um informal autorizado por lei. E a empresa não será punida por não pagar encargos trabalhistas ou não garantir os direitos do trabalhador. Não é uma contradição?

A qual espécie pertence o TRABALHANTE? Acredito que essa espécie é chamada de trabalhador ignorante. Absolutamente tudo é ignorado em relação ao trabalhador, até porque contratar alguém sem vínculos é o sonho de 99% das empresas.

http://www.administradores.com.br/home/branca_ferreira/




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

DINÂMICAS DE GRUPO NA SELEÇÃO PROFISSIONAL

O que não falta são pessoas que testemunham contra as dinâmicas na seleção para uma vaga de trabalho. Comunidades contra tal prática aparecem abundantemente em redes sociais. Pessoas que relatam se sentirem expostas e se arrependem amargamente de terem participado. A maioria das pessoas que participam, deixam claro que não acreditam em tal processo como medidor da competência do candidato, além de se sentirem constrangidas e humilhadas. Por isso, vejo nas dinâmicas de seleção um modismo, já ultrapassado, e sem objetivo claro.


Abaixo alguns pontos contra as dinâmicas de grupo para selecionar ocupantes de vagas:
• O primeiro e principal ponto, a maioria dos selecionadores não estão à altura ética e não sabem direito o que esperar como resultado.
• Os candidatos já chegam tensos e se sentindo ameaçados, pois o ambiente é preparado para isso.
• É um processo onde o candidato é forçado a participar. Se perguntar, ninguém gostaria de estar naquela situação.
• Situações simples, com objetivos claros, nem sempre são bem conduzidas em uma dinâmica.
• A situação por si só já constrange o candidato, pior ainda quando os examinadores fazem os candidatos passarem por situações vexatórias, como imitar animais, por exemplo. Qual o objetivo desse tipo de pedido. Nada justifica a falta de bom senso.
• Pessoas tímidas, não gostam de participar desse tipo de seleção, ou podem ser eliminadas. Assim, a empresa pode perder profissionais hábeis e competentes por ter feito uma seleção errada.
• Ninguém é capaz de conhecer as características profissionais e pessoais de um candidato apenas através de uma dinâmica, por que então, colocar pessoas nesses círculos de constrangimento?
• A famosa frase: “A dinâmica mostrou que você não se adéqua ao perfil da empresa”, é tão ultrapassada quanto à própria dinâmica. Para usar este tipo de frase, é necessário que o candidato tenha sido apresentado ao perfil da empresa.

São tantas as situações que pesam contra as dinâmicas que eu ainda fico com a entrevista pura e simples. Há quem diga que ela sozinha não é capaz de determinar se um candidato se encaixa na vaga.

Mas a entrevista nunca vem sozinha. O candidato leva, além do currículo, seu comportamento: atitudes, jeito de se vestir, de falar, linguagem, olhares, gestos, maneira de se portar, confiança ou não, seu perfil, criatividade, originalidade, jargões de mercado, mentiras e verdades, seus ensaios para conseguir a vaga.

Tais comportamentos estão presentes tanto em dinâmicas quanto em entrevistas e são facilmente perceptíveis. Quando o candidato consegue ser um bom mentiroso, consegue enganar tanto na entrevista quanto na dinâmica. Só não vai se sustentar por muito tempo se conseguir a vaga.

Por isso, dizer que um é melhor que o outro baseado apenas em alguns minutos é complicado. Em uma seleção é preciso administrar ritmos diferentes, as performances que os candidatos apresentam. É preciso muita perspicácia na administração de uma entrevista ou dinâmica, o que contribui para a boa imagem da empresa.

Diante disso afirmo que, se tivesse que selecionar pessoas para uma vaga, jamais, permitiria que se colocassem os candidatos em situações constrangedoras e humilhantes. Há maneiras bem mais inteligentes de conhecer as pessoas e suas habilidades.

Deixo claro que sou totalmente a favor de dinâmicas de grupo, inclusive, aplico muito nos grupos que faço parte como meio de aproximação, de descontração, de comunicação, de reflexão, nunca como meio de tensão e exposição.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ORGANIZE-SE

Início de ano é tempo de todo mundo sair fazendo promessas que nunca irão cumprir. Mas há uma maneira muito simples de começar o ano sem promessas e realizando as coisas mais básicas que trarão grandes resultados.

Veja:

Quer melhorar de vida? Trabalhe.
Quer seus direitos? Participe.
Quer justiça social? Não seja omisso.
Quer felicidade? Seja fraterno.
Você abriu? Feche.
É de graça? Não desperdice.
Acendeu? Apague.
Ligou? Desligue.
Não sabe como funciona? Não mexa, pergunte.
Quebrou? Conserte.
Não sabe consertar? Chame quem sabe.
Desarrumou? Arrume.
Fez? Assuma.
Pediu emprestado? Devolva.
Sujou? Limpe.
Está usando algo? Trate-o com cuidado.
Para usar o que não lhe pertence, peça licença.
Não veio ajudar? Não atrapalhe.
Prometeu? Cumpra.
Ofendeu? Desculpe-se.
Não sabe fazer melhor? Não critique.
Falou? Assuma.
Quer mudanças? ORGANIZE-SE.
ESTAS SÃO ATITUDES DE QUALIDADE!

http://www.administradores.com.br/home/branca_ferreira/

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