Liberdade de expressão, igualdade de direitos, requisitos fundamentais para a existência de uma sociedade democrática, direitos estes consolidados pela Constituição Federal de 1988.
O direito à liberdade de expressão garante a livre manifestação de ideias e opiniões, a busca de informações e o direito de recebê-las. Esse direito só não pode entrar em conflito com os demais direitos humanos.
Será mesmo que não pode entrar em conflito? Não é o que parece, as tais “marchas da maconha”, viraram “marchas em defesa do direito de expressão”, com um único intuito, conseguir aprovação da justiça como se legais fossem. Pois, foi esse argumento que convenceu os ministros do Supremo Tribunal Federal a aprovarem, por unanimidade, as manifestações.
O ministro do STF Celso de Mello disse: “Nada se revela mais nocivo e mais perigoso do que a pretensão do estado de reprimir a liberdade de expressão. O pensamento há de ser livre, sempre livre, permanentemente livre, essencialmente livre”.
Particularmente vejo o Brasil como um dos países onde mais se exerce a liberdade de expressão, o pensamento por aqui é tão livre que todo mundo pode sair por aí gritando suas opiniões. O problema é que os pensamentos livres estão sendo materializados em forma de marchas como a da maconha, a marcha das vagabundas e outras tantas que andam pipocando por aí.
Todos nós temos o direito de expressar nossas opiniões, de discordar, mas não de ofender. Assim, não vejo como liberdade sair por aí com um raminho de maconha gritando: “ Ei! Polícia, maconha é uma delícia!” Portar maconha não é crime? Se maconha é uma droga ilícita, cartazes, gritos de guerra em sua defesa são apologia ao crime sim. Onde está a sutil diferença tão apregoada?
Ninguém precisa de marchas para mostrar que tem um pensamento livre. Já imaginou se todos resolvessem expressar seus livres pensamentos através de ações? E já que não se pode reprimir nenhuma expressão desses pensamentos, em breve teremos a marcha da cocaína, do crack, do oxi, marginais armados em passeatas atirando, roubando e dizendo que estão exercendo a liberdade de expressão, e nenhum ministro do STF poderá dizer o contrário.
Liberdade também tem limites e para ser considerada aceitável precisa ter algum parâmetro social, e um bom parâmetro é considerar a liberdade do outro, o que traz benefícios para a maioria.
É tão deprimente ver tanta questão importante para humanidade precisando ser defendida e as pessoas se mobilizando por maconha. A marcha da maconha já acontece todos os dias nas ruas, nas cracolândias Brasil afora e o resultado que se vê não é nada bonito.
Uma coisa interessante que surge em meio a tanta exposição desses assuntos na grande mídia é que defender a maconha se tornou uma virtude, defender o heterossexualismo, ou ser contra o homossexualismo, é preconceito é homofobia. Onde está a tão apregoada liberdade de expressão? Afinal, quando alguém se posiciona contra ou a favor está apenas mostrando seu pensamento livre.
Há que se tomar cuidado com a livre expressão das conveniências, pois elas estão fazendo a sociedade tomar um rumo incerto, na verdade ninguém sabe o que de fato está defendendo. Essa é a realidade.



