É fato que não nos imaginamos no
mundo de hoje sem as mais diversas tecnologias que nos são ofertadas. É fato
também que elas vieram com o intuito de ajudar e facilitar a vida. A internet é
uma dessas facilidades do mundo tecnológico, e com ela vieram as redes sociais,
não conseguimos mais viver desconectados, seja através do computador, do
tablet, do smartphone e tantos outros aparatos que nos oferecem em qualquer
lugar o benefício da conexão com o mundo.
Hoje as redes sociais representam
o ícone do relacionamento humano no mundo da internet, elas são uma marca da
sociedade moderna. Isso, não quer dizer que aproximam as pessoas ou que
melhoram as relações face a face. Podemos reunir mil amigos no Facebook ou no
Whatsapp e isso não significa que teremos esses mesmos amigos ao nosso lado
caso necessitemos de sua presença física, arrisco a dizer que se aparecer uns
dez será muito.
Claro que esse fenômeno não
acontece por falta de interesse, mas é porque as relações criadas por meios virtuais
não tem a mesma profundidade de uma relação criada através do contato. São
relações superficiais e frágeis, e isso traz para o cotidiano a importância do
relacionamento interpessoal tão pouco efetivo nessa sociedade cada vez mais
conectada.
Desde sempre o ser humano tem
como necessidade primordial e essência de vida a interação através do contato
olho no olho, no qual não só a presença, mas a forma de relação, a emoção, o
sentimento, o toque criam vínculos entre os envolvidos, criam a verdadeira afetividade
entre as pessoas. Assim, é necessário o equilíbrio entre o real e o virtual
criando espaços modernos e tecnológicos sem se esquecer da essência humana.
Desliguemo-nos um pouco das redes
sociais, deixemos de monitorar o smartphone de minuto em minuto para saber as
últimas atualizações do Facebook ou do Whatsapp, além de não acrescentar nada
de valor, revelar falta de discernimento ou
de QI, nos idiotiza perante aqueles que estão ao redor ávidos por um
sorriso, uma palavra, um abraço real. Que nosso comportamento seja único, em frente
á telinha ou nos relacionamentos reais. Deixemos de ser os indignados das
mídias sociais ou os ativistas do mouse, aqueles que só abraçam causas na rede,
na vida real não são capazes de levantar um dedo em favor do próximo.
É necessário exercer a ética e o
respeito em qualquer ambiente e cultivar as relações levando-se sem conta que
somos seres sociais e necessitamos uns dos outros e o limite que gera respeito
vale para o ambiente real ou virtual.
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